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Fibromialgia

Primeiros sintomas de fibromialgia: sinais a que deve estar atento

Dor difusa, cansaço persistente e sono pouco reparador podem ser alguns dos primeiros sinais. Saiba como reconhecê-los e quando procurar aconselhamento médico.

José AlmeidaAtualizado 7 min de leitura
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Primeiros sintomas de fibromialgia: sinais a que deve estar atento

A fibromialgia nem sempre começa de forma clara. Em algumas pessoas, os sintomas surgem gradualmente e podem ser confundidos com cansaço, stress, falta de sono ou dores provocadas pela atividade diária.

A dor pode aparecer inicialmente em algumas zonas do corpo e tornar-se mais abrangente com o tempo. Também podem surgir fadiga persistente, sono pouco reparador, rigidez muscular ou dificuldades de concentração.

Reconhecer estes sinais não permite fazer um diagnóstico, mas pode ajudar a perceber quando é aconselhável procurar avaliação médica.

Resposta rápida

Os primeiros sintomas de fibromialgia podem incluir dor em várias partes do corpo, cansaço persistente, sono não reparador, rigidez muscular, sensibilidade ao toque e dificuldades de concentração.

Os sintomas variam entre pessoas e não aparecem necessariamente todos ao mesmo tempo. Como também podem estar associados a outras condições, o diagnóstico deve ser feito por um profissional de saúde.

Os sintomas podem desenvolver-se gradualmente

Não existe uma sequência única para o aparecimento da fibromialgia.

Em algumas pessoas, os sintomas começam depois de uma doença, lesão, cirurgia ou período de grande tensão física ou emocional. Noutras, desenvolvem-se progressivamente, sem que seja possível identificar um acontecimento específico.

É igualmente possível existirem períodos em que os sintomas são mais intensos e outros em que parecem diminuir. Esta variação pode dificultar a identificação do problema numa fase inicial.

Dor em diferentes partes do corpo

Um dos sinais mais característicos é a presença de dor em várias zonas do corpo.

A pessoa pode começar por sentir desconforto nos ombros, pescoço, costas, braços ou pernas. A dor pode mudar de localização, apresentar intensidades diferentes e ser descrita como:

  • dor persistente ou profunda;
  • sensação de queimadura;
  • dor muscular semelhante à sentida depois de um esforço;
  • pontadas;
  • sensação de pressão;
  • maior sensibilidade ao toque.

Uma dor localizada depois de um esforço ou de uma lesão não significa necessariamente fibromialgia. A atenção deve aumentar quando a dor se torna recorrente, aparece em várias zonas e não tem uma explicação evidente.

Se sente dor em muitas partes do corpo, pode também consultar o artigo Porque tenho dores em todo o corpo? Causas, sintomas e quando procurar ajuda.

Cansaço que não melhora com o descanso

A fadiga associada à fibromialgia vai além do cansaço normal depois de um dia exigente.

A pessoa pode acordar cansada, sentir falta de energia durante o dia ou ter dificuldade em realizar tarefas que anteriormente fazia sem esforço. Mesmo depois de dormir várias horas, pode permanecer a sensação de não ter recuperado suficientemente.

Este cansaço também pode afetar a disposição, a capacidade de trabalhar e a participação nas atividades familiares ou sociais.

A fadiga persistente tem muitas causas possíveis. Por isso, deve ser avaliada em conjunto com os restantes sintomas.

Sono pouco reparador

Outro sinal frequente é dormir sem sentir que o corpo descansou verdadeiramente.

A pessoa pode:

  • ter dificuldade em adormecer;
  • acordar várias vezes durante a noite;
  • ter um sono leve ou agitado;
  • acordar com dores ou rigidez;
  • levantar-se com a sensação de não ter descansado.

A dor pode perturbar o sono e um sono de baixa qualidade pode, por sua vez, aumentar a sensação de dor e fadiga. Pode assim formar-se um ciclo difícil de interromper.

Também é importante verificar se existem outros problemas do sono, como apneia do sono ou síndrome das pernas inquietas.

Rigidez muscular, sobretudo ao acordar

Algumas pessoas sentem o corpo preso, pesado ou pouco flexível, especialmente de manhã ou depois de permanecerem muito tempo na mesma posição.

A rigidez pode afetar o pescoço, os ombros, as costas, as ancas ou as pernas. Por vezes, melhora gradualmente com o movimento, embora possa regressar durante o dia.

Este sintoma também pode estar associado a problemas musculares, articulares ou inflamatórios, pelo que deve ser interpretado no contexto geral.

Maior sensibilidade ao toque

Uma pressão ligeira, um abraço ou até o contacto da roupa podem provocar desconforto maior do que seria esperado.

Esta sensibilidade pode não estar presente em todo o corpo. Pode surgir apenas em determinadas zonas e variar ao longo do tempo.

Algumas pessoas também referem maior sensibilidade a:

  • ruído;
  • luz intensa;
  • cheiros;
  • alterações de temperatura;
  • ambientes muito movimentados.

Estes sinais não são exclusivos da fibromialgia, mas podem ser relevantes quando aparecem juntamente com dor generalizada, fadiga e alterações do sono.

Dificuldades de concentração e memória

A fibromialgia pode estar associada a dificuldades em pensar com clareza, manter a atenção ou recordar informações recentes. Estas alterações são frequentemente conhecidas como “névoa mental” ou fibro fog.

A pessoa pode sentir que:

  • perde facilmente o fio de uma conversa;
  • demora mais tempo a organizar ideias;
  • tem dificuldade em concentrar-se;
  • se esquece de palavras, tarefas ou compromissos;
  • se sente mentalmente mais lenta.

A falta de sono, a fadiga e a dor persistente também podem contribuir para estas dificuldades.

Outros sintomas que podem aparecer

Além dos sinais principais, algumas pessoas apresentam:

  • dores de cabeça ou enxaquecas;
  • formigueiro nas mãos ou nos pés;
  • problemas digestivos, como inchaço ou obstipação;
  • alterações do humor;
  • ansiedade;
  • sensação de fraqueza;
  • desconforto na mandíbula;
  • maior sensibilidade ao frio ou ao calor.

Ter isoladamente um destes sintomas não significa que existe fibromialgia. O que importa é o conjunto dos sintomas, a sua duração e o impacto que têm na vida diária.

Nem todas as dores generalizadas são fibromialgia

A dor, o cansaço e as alterações do sono podem estar relacionados com muitas situações diferentes.

Problemas da tiroide, anemia, doenças reumáticas, alterações do sono, infeções, efeitos de medicamentos e outras condições podem provocar sintomas semelhantes.

Não existe uma análise ao sangue ou um exame de imagem que, isoladamente, confirme a fibromialgia. Os exames podem, no entanto, ser necessários para investigar outras causas.

Para compreender melhor este processo, leia Fibromialgia: o que é, sintomas e como é feito o diagnóstico.

Quando deve procurar aconselhamento médico?

Quando os sintomas persistem, é importante procurar avaliação médica. Conheça as etapas habitualmente utilizadas para confirmar o diagnóstico com um médico.

Considere marcar uma consulta quando:

  • a dor aparece em várias partes do corpo;
  • os sintomas persistem ou se repetem;
  • acorda frequentemente sem se sentir descansado;
  • a fadiga interfere com as atividades diárias;
  • sente dificuldades de concentração ou memória;
  • não encontra uma explicação clara para os sintomas;
  • a situação está a afetar o trabalho, o sono ou a qualidade de vida.

Uma avaliação atempada ajuda a investigar as possíveis causas e a definir os passos mais adequados.

Se surgir uma dor súbita ou muito intensa, dificuldade em respirar, dor no peito, perda de força, febre persistente ou outro sintoma preocupante, procure assistência médica sem esperar por uma consulta de rotina.

Como preparar a consulta

Antes da consulta, pode ser útil registar durante alguns dias ou semanas:

  • onde sente dor;
  • quando os sintomas começaram;
  • intensidade e duração da dor;
  • qualidade do sono;
  • nível de cansaço;
  • atividades que agravam ou aliviam os sintomas;
  • outros sintomas associados;
  • medicamentos ou suplementos utilizados.

Esta informação pode ajudar o profissional de saúde a compreender melhor a evolução do problema.

Conclusão

Os primeiros sintomas de fibromialgia podem ser pouco específicos e desenvolver-se lentamente. Dor em várias zonas do corpo, cansaço persistente, sono não reparador, rigidez e dificuldades de concentração estão entre os sinais mais frequentes.

Nenhum destes sintomas confirma, por si só, a existência de fibromialgia. Contudo, quando persistem, aparecem em conjunto ou começam a afetar a vida diária, não devem ser ignorados.

Procurar aconselhamento médico é o passo indicado para investigar as causas e obter uma orientação adequada.

Perguntas frequentes

Qual costuma ser o primeiro sintoma de fibromialgia?

Não existe um primeiro sintoma igual para todas as pessoas. A dor em várias zonas do corpo, a fadiga e o sono pouco reparador estão entre as manifestações mais frequentes.

A fibromialgia pode começar apenas com cansaço?

Pode existir fadiga antes de a dor se tornar mais evidente. No entanto, o cansaço persistente também pode ter muitas outras causas e deve ser avaliado por um profissional de saúde.

Os sintomas podem aparecer e desaparecer?

Sim. A intensidade dos sintomas pode variar ao longo do tempo. Algumas pessoas têm períodos de maior desconforto e outros em que os sintomas são mais ligeiros.

Uma análise ao sangue permite diagnosticar fibromialgia?

Não existe uma análise específica que confirme a fibromialgia. As análises e outros exames podem ser utilizados para investigar condições que provoquem sintomas semelhantes.

Quanto tempo é necessário ter sintomas para existir um diagnóstico?

A duração dos sintomas é um dos elementos considerados na avaliação, juntamente com a sua distribuição e intensidade. O diagnóstico não deve ser feito apenas com base no tempo nem através de uma lista de sintomas.

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